Sonho de disputar Campeonato Pernambucano termina em desilusão
Parceria com a Gol de Placa trouxe ao Flamengo de Arcoverde mais de 70 jogadores. Alguns caíram na armadilha de pagar R$ 2 mil para se tornarem profissionais
Publicação:
03/06/2011 10:35Atualização:
03/06/2011 11:10Segundo as contas do presidente Joel Mário, desde o início da parceria com a Gol de Placa, cerca de 70 jogadores passaram pelo Flamengo de Arcoverde. A maioria deles deixou o clube ao se deparar com as condições oferecidas. Muitos, no entanto, não tiveram outra opção, a não ser continuar na cidade, tentando encontrar um jeito de voltar para casa.
Como é comum entre aqueles que apostam no futebol como meio de ganhar a vida, os jogadores que acreditaram na proposta da Gol de Placa são de famílias carentes. Caso do meia Eduardo Cavalcante, que aos 23 anos, trabalhava em uma agência de turismo para ajudar no sustento da família. “Sempre tive vontade de ser jogador de futebol e fiquei encantado com a possibilidade de disputar o Pernambucano”, comentou o atleta, que gastou parte das economias com a passagem de avião.
No entanto, ao chegar em Arcoverde, Eduardo se deparou com uma realidade bem diferente da prometida pela Gol de Placa. Além de uma estrutura precária, o meia foi surpreendido com a notícia de que precisaria desembolsar R$ 2 mil com supostas despesas para se ‘profissionalizar’. Com um esforço junto a familiares e amigos, chegou metade do valor. “Passamos muitas dificuldades, principalmente por conta da falta de estrutura e da alimentação inadequada para um atleta”, revelou o jogador que chegou a dividir um apartamento com cerca de vinte atletas. “Era beliche pra todo lado. Tinha gente dormindo no chão da cozinha.”
Com a descoberta de que teria sido vítima de um golpe, o meia resolveu encerrar a sua passagem pelo futebol pernambucano e vai voltar para Mogi das Cruzes. Já o volante Vágner Simplício, 22 anos, espera poder dar continuidade ao sonho de virar profissional. O atleta contou que chegou a desconfiar da possibilidade de que a oferta seria uma fraude. “Um amigo me levou pra um peneirão e logo depois, Roberto (Rufino) me veio com a proposta. Eu teria que pagar R$ 2 mil pra cobrir as despesas com a profissionalização e com a viagem”, contou. “Mas, como as coisas lá em São Paulo não estavam nada fáceis, resolvi arriscar. Quando eu cheguei aqui, conheci outros caras que pagaram R$ 3 mil e até R$ 4 mil”, lamentou.
Como é comum entre aqueles que apostam no futebol como meio de ganhar a vida, os jogadores que acreditaram na proposta da Gol de Placa são de famílias carentes. Caso do meia Eduardo Cavalcante, que aos 23 anos, trabalhava em uma agência de turismo para ajudar no sustento da família. “Sempre tive vontade de ser jogador de futebol e fiquei encantado com a possibilidade de disputar o Pernambucano”, comentou o atleta, que gastou parte das economias com a passagem de avião.
No entanto, ao chegar em Arcoverde, Eduardo se deparou com uma realidade bem diferente da prometida pela Gol de Placa. Além de uma estrutura precária, o meia foi surpreendido com a notícia de que precisaria desembolsar R$ 2 mil com supostas despesas para se ‘profissionalizar’. Com um esforço junto a familiares e amigos, chegou metade do valor. “Passamos muitas dificuldades, principalmente por conta da falta de estrutura e da alimentação inadequada para um atleta”, revelou o jogador que chegou a dividir um apartamento com cerca de vinte atletas. “Era beliche pra todo lado. Tinha gente dormindo no chão da cozinha.”
Com a descoberta de que teria sido vítima de um golpe, o meia resolveu encerrar a sua passagem pelo futebol pernambucano e vai voltar para Mogi das Cruzes. Já o volante Vágner Simplício, 22 anos, espera poder dar continuidade ao sonho de virar profissional. O atleta contou que chegou a desconfiar da possibilidade de que a oferta seria uma fraude. “Um amigo me levou pra um peneirão e logo depois, Roberto (Rufino) me veio com a proposta. Eu teria que pagar R$ 2 mil pra cobrir as despesas com a profissionalização e com a viagem”, contou. “Mas, como as coisas lá em São Paulo não estavam nada fáceis, resolvi arriscar. Quando eu cheguei aqui, conheci outros caras que pagaram R$ 3 mil e até R$ 4 mil”, lamentou.
Nenhum comentário:
Postar um comentário