10/02/2011 08h10 - Atualizado em 10/02/2011 08h10
Técnico brasileiro é forçado a tirar jogador da Líbia por vaias após gol
Rivalidade entre clubes obriga Paquetá a fazer substituição: 'Ele fez o gol, foi vaiado e ficou tão desestabilizado que não conseguiu mais jogar'
Paquetá está desde outubro de 2010 nocomando da seleção da Líbia (Foto: Divulgação)
O motivo das vaias foi a forte rivalidade entre clubes. Alzowi atua pelo Al Itihad, adversário histórico do Al Ahly. Após abrir o placar para a Líbia no primeiro tempo, o atacante passou a ser vaiado e xingado pelos torcedores do Al Ahly. Irritado com a situação, Paquetá fez um apelo para os fãs de futebol na Líbia.
- Os torcedores do Al Itihad e do Al Ahly, os dois maiores clubes do país, têm como cultura vaiar os jogadores que atuam no rival. Havia acontecido o mesmo na partida contra Zâmbia, mas dessa vez foi bem pior. O jogador fez o gol, foi vaiado e ficou tão desestabilizado que não conseguiu mais jogar. Optei por substitui-lo ao final do primeiro tempo para que as coisas não se agravassem. Estou fazendo um trabalho para estruturar o futebol da Líbia e vou batalhar ao máximo para mudar essa filosofia. Pedi aos torcedores para se unirem e procurei mostrar para eles que estamos do mesmo lado, em busca do mesmo ideal. Poderíamos ter vencido o jogo com facilidade se não acontecesse isso. Estamos conseguindo excelentes resultados, resgatando a importância do futebol do país e precisamos de todo apoio possível para nos manter em ascensão - disse Paquetá.
No comando da Líbia desde outubro de 2010, Paquetá está invicto com a seleção. Técnico da Arábia Saudita na Copa do Mundo de 2006, o técnico comandou a equipe em outras duas partidas: 0 a 0 com Moçambique e 1 a 0 sobre a Zâmbia, pelas eliminatórias da Copa das Nações Africanas.
- Aceitei o desafio de comandar a seleção da Líbia e tenho como projeto fortalecer o futebol do país no continente africano. Utilizei o amistoso com Benin para testar novos jogadores e dar chances aos mais jovens. Fiquei feliz com bom resultado, principalmente diante das experiências que optei por fazer. Teremos um desafio difícil no próximo mês, quando teremos o confronto com Comoros na sequência das eliminatórias da Copa das Nações Africanas. Espero manter o país no caminho da classificação - concluiu.
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