10/02/2011 07h00 - Atualizado em 10/02/2011 11h39
Na Série A-3 do Paulista, 'discípulo' Vampeta supera 'mestre' Rincón
Ex-volantes do Timão no ano do Mundial de Clubes se encontram como técnicos de Grêmio Osasco e Flamengo de Guarulhos. Vamp vence: 3 a 0
Vampeta e Rincon, amigos da época do Corinthians, se enfrentaram como técnicos em partida válida pela Série A-3 do Paulista (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Como comandantes das equipes, Vampeta e Rincón, que formaram a dupla de volantes da vitoriosa campanha corintiana do Mundial de Clubes de 2000, se enfrentaram pela primeira vez. E, assim como faziam em campo, mostraram estilos bem diferentes como treinadores.
Vampeta faz o tipo mais despojado, mas sem deixar de cobrar seus jogadores. Entre uma dura e outra na equipe, se virava para a reportagem do GLOBOESPORTE.COM para convidar para uma cerveja depois da partida do próximo fim de semana, contra o Taubaté, arrancando risos dos jogadores reservas. Durante o confronto, alternou entre o senta e levanta do banco de reservas para se proteger do sol forte.
Vampeta mantém o jeito divertido como técnico doGrêmio Osasco (Foto: Marcos Ribolli / GE.COM)
A poucos metros, o rival Rincón não poupava palavrões para chamar a atenção dos jogadores do Flamengo de Guarulhos. Como quando era atleta, se mostrava nervoso. Vez ou outra extrapolava o limite da área de instruções e era orientado pelo quarto árbitro a voltar para o espaço restrito. Sem sorrisos, sem brincadeiras com nenhuma pessoa.
- Eu sou trabalhador e cobro muito os meus jogadores. Quero que eles sejam como fui. É claro que tenho respeito por todos, mas não posso deixar de cobrá-los – disse Rincón, momentos depois da partida.
GALERIA: veja mais imagens da partida entre os times de Vampeta e Rincón
Se um abusava do palavreado baixo, o outro procurava orientar de modo que ainda pudesse desestabilizar o adversário. “Vai pra cima! Não é o Flamengo grande, não! É o de ‘Bagulhos’”, dizia Vampeta ao seu atacante, ironizando o nome da cidade de origem do Rubro-Negro.
Rogério, ex-companheiro de ambos, é capitão doGrêmio Osasco (Foto: Marcos Ribolli)
No jogo, a cabeça de Rincón, que a todo instante era molhada por causa do calor de mais de 30º em Osasco, esquentou ainda mais com os gols sofridos, todos no segundo tempo. Foram dois de cabeça (Júlio e Eder marcaram) e outro em jogada na pequena área (marcado por Bispo, alvo da ira do torcedor).
A amizade foi esquecida por alguns instantes. Os 3 a 0 contra fizeram Rincón se recusar a dar um abraço no ex-companheiro logo após do jogo, a pedido da imprensa.
- Não vou! Eu vejo ele toda hora!
Enquanto Vampeta se divertia, esbanjando ironias, Rincón estava desolado do outro lado do muro. Cabisbaixo e inconformado com a primeira derrota sofrida. Meia hora depois, mais calmo, reapareceu ao lado do seu antigo parceiro.
Como ele me disse que, quando jogar em Guarulhos não vai tirar a comida da minha casa"
Rincón
- Ele que começou com essa ideia de eu ser treinador, no ano passado, no Nacional. É meu mestre. Mas o discípulo ganhou – respondeu Vampeta, aos risos.
Rodeados por jornalistas, como no passado, eles celebraram a amizade, apesar de o resultado não ter agradado ao treinador Rincón.
- Estou me sentindo no final de uma partida entre Corinthians e Palmeiras, em que nós ganhamos o jogo. E eu e o Freddy fomos eleitos os melhores jogadores - brincou Vampeta.
Como quando jogador, Rincón se mostrou mais nervoso no jogo (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Nenhum comentário:
Postar um comentário